Eliana aposta em novos desafios sem abrir mão da própria identidade
24 julhoApresentadora estreia quadro inédito no "Em Família", segue à frente do "Saia Justa" e diz que comunicar também é inspirar com responsabilidade.

Permanecer relevante na televisão exige mais do que acompanhar tendências. Para Eliana, a longevidade está diretamente ligada à capacidade de preservar a própria identidade enquanto novos momentos surgem pelo caminho. É com essa visão que a apresentadora encara a atual fase da carreira, dividida entre o “Em Família” e o “Saia Justa”, defendendo que comunicar também significa assumir a responsabilidade de inspirar e dar bons exemplos.
“Mais do que ser influente, é preciso comunicar com experiência, responsabilidade e inspirar coisas positivas. Essa sempre foi uma preocupação minha desde a época em que apresentava programas infantis e hoje ela é ainda maior”, pontua.
De volta ao ar com o “Em Família”, Eliana estreia, no próximo dia 26, o quadro inédito “Invertidamente”. Em formato de competição, ele vai colocar famosos de cabeça para baixo, dentro de uma caixa que se move 360 graus, realizando provas. Participam do quadro nomes como Gracyanne Barbosa e Gil do Vigor, entre outros famosos.
Outro destaque da produção é a presença da dupla Os Mentalistas, formada por Beto Parro e Rafa Moritz. Eles terão participação fixa no quadro. No desafio, a dupla conduzirá experimentos de ilusionismo e apresentará curiosidades sobre o funcionamento da mente humana, envolvendo convidados, plateia e a própria Eliana.
Conversas honestas.
À frente de mais uma temporada do “Saia Justa”, Eliana afirma que sente orgulho de integrar a trajetória de um dos mais tradicionais debates femininos da televisão brasileira. Eliana destaca que o “Saia Justa” aborda temas relevantes com leveza. “Como âncora já há três temporadas, tenho muito orgulho de fazer parte desse legado de protagonismo feminino. Sempre destacando debates importantes, com leveza”, valoriza.
Recentemente, você completou dois anos na Globo. Qual balanço que você faz desse período na emissora?
Foi tudo muito especial desde a minha chegada e, para mim, tem um valor enorme perceber que absolutamente tudo o que conversamos lá atrás aconteceu como planejado. Para quem trabalha há tantos anos em televisão, ver que os combinados foram respeitados é muito importante. A Globo é feita por pessoas muito queridas e competentes, que realmente queriam que esse projeto desse certo.
O retorno do programa é marcado pela estreia do formato internacional “Invertidamente”. De que forma foi possível trazer uma identidade brasileira ao quadro?
O próprio criador holandês esteve nos nossos estúdios e comentou que os brasileiros são muito mais animados do que os holandeses. Acho que isso já diz muito. Nós temos um jeito muito próprio de nos comunicar, de festejar, de brincar e de celebrar a vida. Além disso, os produtores nos deram liberdade para adaptar o formato à nossa brasilidade. Gosto que o programa esteja se reinventando sempre.
Desde sua estreia na Globo, você tem passeado por diversos programas e formatos. Como tem sido essa diversidade diante das câmeras?
Tem sido o máximo passear por muitos produtos da casa. Isso é uma das coisas mais enriquecedoras dessa fase. Hoje posso estar falando de temas mais sérios no “Saia Justa”, participando de um projeto educativo como o LED, apresentando o “Criança Esperança”, conduzindo histórias emocionantes de famílias anônimas ou me divertindo em um game show. São várias camadas da minha comunicação.
Como você lida com as críticas e com a expectativa do público em relação aos seus movimentos profissionais?
As críticas sempre existiram em todos os programas que eu fiz. É impossível agradar todo mundo. O que posso dizer é que sempre procuro fazer aquilo que acredito ser o melhor, com respeito e muita dedicação. Eu sou uma profissional de alta performance. Trabalho o quanto for necessário, não apenas na frente das câmeras, mas principalmente nos bastidores, discutindo ideias com produção e direção para entregar o melhor conteúdo possível. Ao mesmo tempo, continuo aprendendo todos os dias.
Depois de tantos anos de televisão, qual é o segredo para manter a conexão com o público?
Acho que o mais importante é preservar a minha identidade e continuar sendo quem eu sou, independentemente do lugar onde eu esteja. Sempre fiz escolhas muito conscientes e acredito que existe uma coerência em toda a minha trajetória. Minha comunicação sempre aconteceu de forma leve, respeitosa e muito conectada com a família brasileira. Não faria nada que rompesse essa relação construída ao longo de tantos anos.
Por Liberal.
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